O Secretário de Produção de Bandeirantes, Rivelino França, esteve entre os dias 18 e 21 de novembro, em Campo Mourão e Guarapuava, no estado do Paraná, representando Bandeirantes em visita técnica formada por representantes dos municípios da região norte do estado. Uma caravana de produtores rurais, representantes de sindicatos, cooperativas, associações de produtores, representantes do poder executivo, legislativo, técnicos do SEBRAE e MAPA, conheceram projetos de produção de carne nos municípios do Paraná.
A viagem foi organizada pelos Comitês Técnicos do PISA (Projeto de Produção Integrada em Sistemas Agropecuários) desenvolvido em parceria com o Ministério da Agricultura e teve o apoio do SEBRAE.
A caravana visitou a cooperativa detentora da marca de carnes Maria Macia, em Campo Mourão e em Guarapuava a Cooperaliança, ambas com projetos de produção de novilho precoce, produzindo carne de qualidade e conformidade.
As duas cooperativas, cada uma com suas peculiaridades, contam com uma série de fatores comuns para que possam realizar suas atividades, como o comprometimento com as leis ambientais e um corpo técnico especializado que sempre buscam tecnologias a fim de diminuir custos de produção e garantir renda ao produtor.
Um dos fatores que chamou a atenção dos visitantes em relação ao projeto foi à eliminação da chamada venda direta aos frigoríficos. No processo de produção das cooperativas o frigorífico deixa de ser parte da cadeia comercial e passa a ser um prestador de serviços, a venda da carne e a logística de entrega fica toda por conta da cooperativa. Esse processo foi crucial para a viabilidade do projeto, pois a agregação de valores teve um aumento significativo com a terceirização do abate e a distribuição da carne sendo feita pela própria Cooperativa.
Os animais são abatidos com idade máxima de 19 meses e peso médio de 480 Kg, com ótimo acabamento de carcaça e uma camada de gordura extremamente uniforme o que proporciona uma carne com uma maciez incontestável. Essa qualidade agrega um valor importantíssimo e um giro muito grande dentro da propriedade, pois em padrões normais de produção esses animais demorariam cerca de 30 meses para atingir o peso ideal de abate.